12 viagens românticas do cinema


E é chegada a hora da data mais romântica do calendário: o Dia dos Namorados. Embora lá fora esse dia seja comemorado no dia 14 de fevereiro, aqui é comemorado no dia 12 de junho – mais precisamente às vésperas do dia de Santo Antônio, conhecido como o Santo Casamenteiro. Reza a lenda que ele fora um padre que ajudava casais pobres a se casarem, oferecendo dotes para as moças e realizando a cerimônia sem cobrar nada. Daí a fama de casamenteiro – e o porquê de eu nunca entender porquê as moças judiam tanto do pobre santo pra conseguir um marido!

Folclore à parte, nós aqui do Roteiro Adaptado não podíamos deixar passar em branco essa data tão inspiradora: afinal, quer combustível melhor para a literatura e o cinema que um bom romance? Parece que a fonte é inesgotável (embora esse seja um dos gêneros que mais sofram com os clichês). Portanto, reuni uma listinha com meus romances favoritos do cinema que fossem marcantes por causa de uma viagem e/ou pelo local onde ocorreram – e ainda listei meus 3 romances favoritos de todos os tempos, só porque sim.

Titanic

Nem dava para começar essa lista com outro filme! Um amor que acontece num cruzeiro destinado ao desastre, o longa de James Cameron arrebatou uma geração inteira – e até hoje é um dos preferidos do público. Contando a história de amor entre um jovem pobre e uma moça rica, Titanic quebrou recordes de público, bilheteria e premiações. Lembro que, à época, eu só consegui um ingresso na quinta ou sexta vez que fui ao cinema. Apesar daquele clima “novelão mexicano”, é impossível passar imune ao romance de Jack (Leonardo DiCaprio) e Rose (Kate Winslet) – seja para amar ou odiar, porque tem gente com coração de gelo né? – e à Céline Dion cantando “My Heart Will Go On”.

Um lugar chamado Notting Hill

Hugh Grant é um dono de livraria especializada em livros de viagem num bairro tranquilo de Londres, cujo mercado de rua é uma das maiores atrações turísticas. Só isso já seria suficiente para me fazer assistir ao filme, mas aí entra Julia Roberts como uma atriz de cinema superfamosa que está cansada dos holofotes. Hugh + Julia + Londres = muito amor envolvido. Um filme superfofo e divertido, explorando todo o carisma dos atores principais e do charmoso bairro londrino, o longa é um dos mais lembrados em listas de romances ou de filmes que se passam na capital da Inglaterra. Não deixe de conferir (de novo, se for o caso) o filme que colocou o bairro de Notting Hill no mapa dos viajantes que planejam conhecer Londres. E ainda tem Elvis Costello cantando “She”, então prepare o lencinho.

Wall-e

E tem coisa mais fofa do que um robozinho apaixonado?! No longa de animação da Disney/Pixar, a Terra se tornou um lixão enquanto a população mundial foi dar um passeio de cruzeiro interplanetário esperando que o planeta se recupere para voltar. Os robôs-lixeiros que ficaram tentam limpar a bagunça para o planeta se tornar habitável de novo – mas só o pequenino Wall-e continua trabalhando. Solitário, ele se apaixona pela E.V.A., a robô destinada a inspecionar se já é possível trazer humanos de volta. Quando ela descobre vida na Terra e é ativada e recolhida, Wall-e não mede esforços para não perdê-la de vista – e assim começa a aventura pelo espaço. Tente não se apaixonar por eles.

Moulin Rouge! – Amor em vermelho

Em 2001 o diretor Baz Luhzman trouxe a trágica história de amor de Christian (Ewan McGregor), um jovem poeta, e Satine (Nicole Kidman), uma fabulosa cortesã, embalada em uma mistureba pop audaciosa – e fez história. O visual deslumbrante e números envolventes de musical (a cena de tango será, para sempre, minha favorita) situados no fantástico cabaré Moulin Rouge, em Monmartre, são a receita de sucesso desse maravilhoso filme. Felizmente é possível visitar o bairro e o próprio cabaré mas, infelizmente, eles não são tão coloridos e animados como os retratados no filme – nem tem o Ewan McGreor cantando “Your Song” para a gente. Uma pena.

Questão de tempo

Tim (Dohmnal Gleeson) descobre ser herdeiro de um dom muito peculiar: se ele se concentrar, pode voltar no tempo e refazer seu futuro. Afinal, quem é que não queria ter o poder de voltar para desfazer alguma bobagem – ou conquistar quele alguém especial? Desiludido no amor, acaba se apaixonando por Mary (Rachel McAdams), e agora está determinado a fazer tudo dar certo. Tudo nesse filme é acertado: elenco, fotografia, drama, comédia e romance. Um filme leve e profundo, um equilíbrio difícil de se conseguir. Para resumir em uma palavra, apaixonante.

Casablanca

Não dava para ficar sem um clássico incontestável nessa lista, não é? Humphrey Bogart vive um dono de café em Casablanca, no Marrocos, que se vê em um dilema: em meio a uma crise política, ele vai ajudar ou não o seu grande amor a fugir do país? Bogart fez um par romântico memorável com Ingrid Bergman em um filme quase sempre listado entre os dez melhores de todos os tempos. “Nós sempre teremos Paris” é apenas uma das lindas e significativas pérolas desse filme, praticamente obrigatório na lista de qualquer cinéfilo.

Peixe Grande e suas histórias

Uma linda e emocionante fábula de amor e fantasia, o longa de Tim Burton é uma ode ao amor. Edward Bloom (Albert Finney/Ewan McGregor) está muito doente e quer se reaproximar do filho, William (Billy Crudup) que leva a esposa grávida para conhecê-lo. Edward narra vários trechos de sua vida para ela, como sempre gostou de fazer: contando histórias fantásticas. A gente fica acompanhando aqueles relatos divertidos, as coisas mais absurdas e como a vida dele mudou depois de conhecer Sandra (Jessica Lange/Alison Lohman): nunca houve nenhuma outra mulher para Eward além dela. Um dos meus favoritos da vida e dos mais subestimados filmes do diretor (que, pra mim, é um romântico inveterado – mas tem um jeito todo peculiar e particular de falar sobre o amor).

O exótico Hotel Marigold

Aqui temos um tema não muito explorado em Hollywood: o amor na terceira idade. O decadente Hotel Marigold fica na Índia e é administrado pelo atrapalhado Sonny (Dev Patel). Várias histórias se cruzam – casais procurando uma segunda chance, indivíduos buscando um recomeço (e tendo os mesmos medos que os jovens, diga-se), outros buscando o amor eterno e outros que não aceitam que o fim está perto. Com um elenco poderoso, encabeçado por Judi Dench e Maggie Smith, ganhou até uma sequência (que também é fofa, mas não é tão legal quanto). Divirta-se com as aventuras dessa galera mais experiente e aprenda que para o amor, não existe tempo nem lugar.

Stardust – O mistério da estrela

“Ah, as coisas que faço por amor…”. Ok, foi Jamie Lannister quem disse isso – e George R. R. Martin não pode ser considerado um autor romântico, né? – mas a frase cai como uma luva para Tristan (Charlie Cox, também conhecido como Matt Murdock/Demolidor da série da Netflix). Para agradar sua amada, ele lhe promete uma estrela cadente – e vai até uma terra mágica proibida só para isso! O que ele não esperava é que a estrela cadente fosse a Claire Danes, nem que entraria na mira de uma bruxa malvada por pegar a estrela que garantiria vida eterna a ela! Se ainda não viu esse filme, inspirado em um livro de Neil Gaiman, corra para vê-lo: além de fofo, é superdivertido (ainda mais se você, como eu, adora brincar com as “referências”).

Romeu e Julieta

Uma das maiores (e mais trágicas) histórias de amor de todos os tempos, era óbvio que teria diversas versões e adaptações. Eu tenho duas versões preferidas: a superclássica de 1968, do diretor Franco Zefirelli, com Leonard Whiting e Olivia Hussey nos papeis principais, e a de 1996 do diretor Baz Luhrzman, com Leonardo DiCaprio e Claire Danes. Duas versões completamente distintas e apaixonantes desse trágico romance que – spoiler! – não acaba nada bem, e faz a gente sofrer horrores acompanhando a triste sorte do casal impedido de se amar por causa de rixa familiar. Atemporal e imortal, exatamente como o amor dos dois.

O clã das adagas voadoras

China, 859. Dinastia Tang. Uma jovem dançarina cega é também uma das rebeldes mais procuradas do império. Um policial é designado para se infiltrar no grupo de dança e conseguir prendê-la enquanto outro continua a persegui-la. Ambos acabam se envolvendo com ela, e aí vem o dilema: quem realmente ela vai escolher ficar? Quem teria coragem de entregá-la? Uma linda estória de amor e pano de fundo político rico e tenso, emoldurado por uma estonteante fotografia da bela paisagem da China imperial, o conto de Zhang Yimou tornou-se um clássico – e uma visão mais crua do amor em suas nuances mais duras.

Up – Altas aventuras

Outra animação Disney/Pixar que é muito mais do que só “filme para criança”. Carl Fredericksen é um antipático senhor que vive isolado numa casinha amarela se recusa a ceder à especulação imobiliária. Aí a gente tem tudo para não gostar dele, mas a sequência de abertura é de amolecer até os corações mais duros. Por ter planejado levar sua casa inteira até o Peru apenas com balões de festa e umas velas improvisadas com lençóis, a prova de amor definitiva de Carl à sua amada Ellie – e a improvável ajuda de um escoteiro muito disposto a ajudar -, o longa merece seu lugar em nossa lista.

 

Bônus: aqui vai meu Top 3 de filmes românticos – aqueles que eu assisto sempre, e amo sempre, e sonho sempre, e choro sempre. Totalmente imparcial esse ranking, e não-necessariamente elencados nessa ordem.

Orgulho e Preconceito
Outro clássico inglês, também cheio de versões e adaptações para cinema e TV. Particularmente, fico com a versão de Joe Wright, com Keira Knightley como Elizabeth Bennet e Matthew McFadyen como Sr. Darcy. De uma fotografia belíssima, o filme é tão cativante quanto os personagens de Austen, que são brilhantemente tragos à vida pelo elenco. Esse é um daqueles filmes que passam 300 vezes na TV – e eu paro para ver todas elas.

 

O fabuloso destino de Amélie Poulain

Como não se apaixonar por esse filme? Não sei, mas tem gente que não gosta. Sinceramente, não entendo, mas… Gosto é gosto, e eu sou #teamAmelie. Solteira e tímida, a jovem de imaginação fértil e prazeres simples encontra um jeito de se misturar ao mundo: ajudando as pessoas ao seu redor – e nem sempre dando certo. Mas e quem vai ajudar a pobre Amélie a cuidar de seu coração?

 

Cantando na chuva

Esse, provavelmente, é o meu filme favorito de todos os tempos (minha lista sempre muda, dependendo do humor e dos lançamentos). Uma jovem aspirante a atriz e um famoso ator não conseguem escapar do amor, enquanto enfrentam desafios na carreira – e o próprio orgulho em não ceder à paixão. Lindo, divertido, empolgante. Inesquecível.

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About Geisy Almeida

Formada em Fotografia, fã de boas estórias que sejam bem contadas - não importa se em forma de livro, filme, novela ou bate-papo. Curiosa e interessada em muitos assuntos, às vezes viajo na maionese.