Álbum de viagem: descobrindo a Chapada Diamantina


 

A pose clássica a caminho da Cachoeira da Fumaça

Não sei quando nem onde surgiu a ideia: passar uma semana num lugar de natureza. Pesquisa daqui, pensa dali, e o veredito foi a Chapada Diamantina para ocupar o corpo e esvaziar a mente em uns dias de folga. Na época eu não sabia, mas seriam as minhas únicas “férias” em um período de três anos. Olhando para trás, especificamente para aquele mês de maio de 2014, vejo que foi a decisão mais acertada que tomei.

Vejam bem, não era bem o “meu tipo de viagem”: sou uma pessoa bem mais urbana na hora de escolher os destinos e extremamente sedentária – o que tornou minha passagem por lá ainda mais especial. Tive medo de não dar conta de alguns passeios? Tive. Faltou fôlego, faltou joelho, sobrou dor nos músculos. Mas vou falar para vocês que talvez até isso tenha tornado a experiência ainda mais incrível – aquela sensação indescritível de, depois de ter chegado lá, ter se orgulhado de uma conquista.

Morro do Pai Inácio

Viajei sozinha. Fui de avião até Salvador e de ônibus até Lençóis, onde fiquei hospedada – há quem faça base em mais de uma cidade para desbravar ainda mais a Chapada. Como de costume, escolhi um hostel, mas, nesta viagem específica, decidi que não queria compartilhar meu quarto. Preferi algo mais reservado, eu queria dormir sossegada, ter um cantinho para chamar de meu.

Era outro ritmo de viagem, daquelas que a gente gosta de ter tempo para ficar pensando na vida, para ler, para ver minha séries da Netflix (que eu não sou de ferro, caramba!). Ainda assim, fiz amizade durante os passeios, conheci muita gente legal.

 

Fui na baixa temporada, o que tornava um pouco mais difícil formar os grupos mínimos exigidos pelas agências para todos os tours. Ainda assim, o roteiro seguiu mais ou menos como o planejado. Contei para vocês que não sei nadar? Pois é, ainda tem essa.

Não fui a um passeio que muitos consideram imperdível – a Cachoeira do Buracão – e quase, mas por muito pouco mesmo, não deixo de aproveitar a flutuação no Poço Azul. Ia ficar só olhando, até que o guia foi quem literalmente me deu a mão para que eu conseguisse aproveitar o lugar (e que lugar!).

Gruta Azul

A Cachoeira da Fumaça tinha pouca água, precisei viver com isso. O trajeto até o Morro do Pai Inácio, aquele que quase me fez desistir algumas vezes, me brindou com um pôr do sol deslumbrante. A luz na Gruta Azul era tudo aquilo mesmo, e não tenho foto que faça justiça ao que é ver aquele espetáculo de perto.

Ficar alguns segundos no escuro e em silêncio na Gruta da Lapa Doce é de uma paz… Tomar banho no Rio Pratinha é uma delícia. E não há nada mais relaxante que um banho no Rio Roncador depois de um passeio pelo chamado “mini Pantanal” da região. Se senti dor, já nem lembro. Mas da Chapada não esqueço, não.

Paisagem no passeio ao “mini Pantanal” da Chapada

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About Giselle de Almeida

Carioca, jornalista, estudante de cinema, gauche na vida. Pareço legal, mas tento convencer os amigos a verem minhas séries favoritas