Alhambra, um ótimo motivo para conhecer Granada


Na minha primeira viagem à Europa, a Espanha acabou sendo o país em que passei mais tempo. Isso porque além de Barcelona e Madri, suas maiores e mais conhecidas cidades, tinha certeza de que precisava conhecer pelo menos um pouco da região da Andaluzia, ao sul. Granada, capital do reino mouro por 250 anos, até ser tomada pelos reis católicos, era um destino certo porque desde que havia visto as fotos da Alhambra eu não conseguia pensar em outra coisa. A notícia boa: ao vivo é ainda mais impressionante.

O complexo, misto de palácio, citadela e fortaleza, foi construído durante a dinastia Násrida (1238-1492), serviu de residência para sultões, corte, soldados da elite e passou por diversas modificações ao longo dos anos. Se você for como eu, é capaz de passar um dia inteiro lá dentro e não querer ir embora… Só é preciso ficar atento ao relógio: a única parte que tem hora marcada para visita são os Palacios Nazaríes, a parte mais famosa de Alhambra. No restante do espaço, a circulação é livre (e o encantamento também, eu juro).

Por conta do horário escolhido para os Palacios, decidi começar minha visita pela Alcazaba e deixei os jardins, mais próximos da entrada, para explorar com calma no final, mas a ordem do passeio fica a cargo do visitante.  Abaixo, alguns detalhes sobre os principais espaços desse paraíso e, no fim do post, uma galeria com um pouco mais do que vi por lá.

Isso, só um pouco, porque cada construção é de uma beleza estonteante, cada detalhe impressiona, e as fotos não fazem jus ao deslumbre que é La Alhambra. Só de rever as fotos já me emocionei tudo de novo e a mão já coçou para comprar uma nova passagem para Granada (em breve aqui no blog, mais posts sobre a Andaluzia).

Alcazaba

Área de vigilância e controle da cidade palatina, era também uma área residencial para a guarda de elite do sultão. Abriga também a Plaza de Armas, destinada a paradas militares ou defesa, em época de guerra. O mais legal de caminhar por ali é a impressionante vista de Granada e da vizinha Sierra Nevada.

Palácio de Carlos V

O Palácio Real em estilo romano foi construído no complexo como símbolo do triunfo do cristianismo sobre o Islã. O projeto original, no entanto, do século 16, só foi concluído bem mais tarde, já nos anos 1900. Se estiver com tempo, vale esticar a visita até o Museu da Alhambra, com uma coleção de arte nazarí.

Palacios Nazaríes

Patio de los Leones

São tantas construções incríveis nesta parte do complexo que fica difícil até descrever. O Palacio del Mexuar, onde aconteciam as reuniões do Conselho de Ministros, e o Oratorio, espaço dedicado às cinco orações diárias que a religião muçulmana pede, já dão uma ideia do que vem pela frente. Mas quando você já acha que está impressionado o suficiente, dá de cara com o Patio de los Arrayanes, o Palacio de Comares e a riqueza do Palacio de Los Leones. Eu não conseguia parar de admirar cada detalhe, cada cor, cada textura. Sério, se você ainda não estava apaixonado pela Alhambra, é aqui que você se rende. Aliás, se você reconheceu a fonte acima sem ter ido a Granada é porque o complexo já foi cenário de filmes e séries: recentemente Assassin’s Creed teve cenas rodadas lá.

Generalife

Patio de la Acequia

Minha visita ao complexo terminou com um passeio sem lenço nem documento pelo Palacio de Generalife e pelos jardins. Mesmo depois de todo o deslumbre da área anterior, eles não deixaram a desejar, viu? Os reis muçulmanos sabiam construir um ótimo lugar de descanso…

Para saber um pouco mais sobre a história e os aspectos culturais de cada trecho da Alhambra, recomendo a leitura do site oficial sobre os componentes da cidade palatina e do Generalife (em espanhol). Também dá para baixar o mapa do complexo em PDF para planejar melhor sua visita.

Compre com antecedência!

Segui o conselho imprescindível do Viaje na Viagem, que me ajudou a montar o roteiro pela região, e comprei o ingresso com antecedência pela internet. Você não vai querer passar horas na fila e correr o risco de ficar sem o bilhete, certo? No meu caso, que fiz a visita no início de outubro, garanti a entrada cerca de dois meses antes. Caso não tenha feito isso, resta a opção de tentar a compra no dia, na bilheteria ou em máquinas de autoatendimento.

No site, é possível escolher o tipo de visita (diurna, a que eu fiz; noturna, que deve ser incrível; e acesso somente ao Generalife). Atenção aos horários – no inverno, o período de visitação encerra mais cedo.

Se você for à Alhambra, mande lembranças e diga que um dia eu volto!

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About Giselle de Almeida

Carioca, jornalista, estudante de cinema, gauche na vida. Pareço legal, mas tento convencer os amigos a verem minhas séries favoritas