Crítica: Hotel Transilvânia 3 – Férias Monstruosas


Hotel Transilvânia 3 - Férias Monstruosas

No terceiro longa da divertida série de animação, a ação sai do hotel de Drácula (Adam Sandler) pela primeira vez. Em Hotel Transilvânia 3 – Férias Monstruosas (Hotel Transylvania 3 – Summer Vacation, 2018), Mavis (Selena Gomes) percebe que o pai está um tanto tristonho e acha que o problema é o excesso de trabalho. Com o Hotel Transilvânia fazendo um enorme sucesso entre os monstros, ela decide que o melhor seria um tempinho longe do trabalho para ele relaxar.

Acontece que a tristeza de Drácula não é exatamente cansaço: ele vem se sentindo sozinho desde que perdera a mãe de Mavis, e ele se dá conta disso ao ver que todos os outros monstros têm um amor para chamar de seu. O “tcham” (a paixão à primeira vista que gera um amor eterno, na gíria dos monstros) já havia rolado e ele agora estava condenado a viver na solidão para sempre. O que ele não esperava era que nessas férias programadas por Maevis ele poderia se apaixonar de novo. Érica (Kathryn Hahn), a capitã do navio onde os monstros embarcaram para um cruzeiro repleto de emoções, rouba o coração – e a fala – de Drácula. Incentivado pelos amigos, ele vai correr atrás e investir nessa paquera, sem saber que a graciosa capitã tem planos muito diferentes para essas férias.

Drácula, Capitã Érica e Frank

Drácula se apaixona pela capitã Érica (Hahn), para susto de Frank (Kevin James)

Apostando no carisma dos personagens, esse filme é o que parece mais voltado para as crianças. Brincadeiras com onomatopéias soam até infantis, mas são divertidas mesmo para os adultos. Ainda assim, não há espaço para o tédio aqui: piadas com aplicativos de namoro, a alegria de finalmente ter um momento a dois (e a tão merecida liberdade quando se está longe dos filhos bagunceiros por alguns momentos), e até o aparecimento de um lendário e clássico caçador de monstros vão agradar e entreter os responsáveis que levarão os pequenos ao cinema.

Um dos trunfos da franquia Hotel Transilvânia é brincar com o inusitado: invertendo os papéis, onde humanos são os grandes vilões que ameaçam a paz e a tranquilidade dos monstros, fica mais fácil mostrar os efeitos negativos do comportamento humano. Em cada um dos três filmes, há um tipo diferente que precisa ser combatido. No primeiro, a super-proteção de Drácula com sua filha Maevis, impedindo-a de decidir seu futuro por conta própria; no segundo, é a vez do preconceito: seu neto (meio vampiro, meio humano) sofre a pressão para se mostrar um verdadeiro vampiro. Nesta terceira aventura, a tolerância à diversidade e o perdão entram em pauta. Sempre através de alegorias e tratado com muito bom humor, são importantes lições para os pequenos – e, quem sabe, até para os adultos.

O cruzeiro: diversão garantida

Visual deslumbrante e carisma dos personagens são marca registrada da franquia

O elenco estelar, com nomes como Mel Brooks, Frans Drescher, Steve Buschemi, David Spade entre outros abrilhanta o roteiro bem amarrado de Michael McCuller, Todd Durham e do também diretor Genndy Tartakovsky. Méritos também para a versão dublada, que manteve o elenco original desde o primeiro filme e que sempre dão um toque a mais na adaptação para nossa versão brasileira. Uma série divertida e que começou bem despretensiosa, mas que ganhou maior relevância e consciência de seu alcance, merecia um terceiro capítulo como esse. Hotel Transilvânia 3 – Férias Monstruosas segue leve e divertido, e mesmo que possa parecer mais voltado para um público bem mais jovem, ainda conversa com as outras faixas etárias. O riso está garantido, e a pipoca do fim de semana vai ter gostinho extra de gargalhada.

*Crítica originalmente publicada no blog DVD, Sofá e Pipoca

Leia também


About Geisy Almeida

Formada em Fotografia, fã de boas estórias que sejam bem contadas - não importa se em forma de livro, filme, novela ou bate-papo. Curiosa e interessada em muitos assuntos, às vezes viajo na maionese.