Exposição “Nirvana: Taking Punk to the Masses” traz um pouco do grunge ao Rio


Foto: André Velozo/Divulgação

Fitas demo, letras manuscritas, fotos e até a primeira guitarra que Kurt Cobain destruiu num palco. Tudo isso faz parte do acervo de cerca de 200 peças da exposição ” Nirvana: Taking Punk to the Masses”, em cartaz no Rio, que fica até o dia 22 de agosto no Museu Histórico Nacional, no Centro.

A mostra é inédita no Brasil – em setembro, segue para São Paulo. Até então, a coleção era exclusiva do Museu de Cultura Pop de Seattle (MoPOP), onde ficou aberta ao público por seis anos e pôde ser vista por mais de 3 milhões de pessoas.

Objetos pessoais, instrumentos e depoimentos de pessoas próximas à banda ajudam a contam um pouco da sucinta mas marcante história do grupo, formado por Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic, que se tornou um dos expoentes do grunge em Seattle.

Não chega a ser um acervo muito extenso: é uma visita bem rápida, num espaço de 800 metros quadrados, mas que tem alguns itens curiosos, como as primeiras demos e o primeiro contrato assinado com uma gravadora. O disco de estreia do trio foi “Bleach”, de 1989. Depois vieram o clássico “Nevermind” e “In Utero”, além do póstumo “MTV Unplugged”, lançado após o suicídio de Kurt, em 1994.

Primeira guitarra destruída por Kurt Cobain num show. Foto: divulgação

A guitarra citada no início do texto, uma Univox Hi-Flyer, foi uma usada num show de 1988. “Era a única que ele tinha. Eles estavam fazendo um show para um público de 25 pessoas. Kurt não tinha nem dinheiro para pagar o aluguel”, conta Jacob McMurray, curador do MoPOP, que trouxe a exposição para o Brasil.

Itens como desenhos feitos por Cobain ainda na adolescência estão na mostra, assim como o gravador da tia do vocalista usado para gravar o demo da Fecal Matter, projeto que foi o embrião da banda. O primeiro pôster com o nome Nirvana e o bilhete para o último show do grupo, em Munique, na Alemanha, também fazem parte da exposição, que foca em contextualizar a cena musical americana e mostrar o sucesso da banda e evita a parte mais trágica dessa trajetória.

Segundo o curador, Novoselic e Grohl foram grandes apoiadores da mostra: o líder do Foo Fighters, inclusive, fez duas visitas, levando as filhas, e fez uma gracinha surpreendendo o público desavisado. Imagina a felicidade! Aqui, a visita para a imprensa teve a presença do Felipe Seabra, do Plebe Rude, uma das bandas do rock brasileiro que despontou no efervescente cenário musical de Brasília na década de 90, também sob influência do punk.

Jacob McMurray e Felipe Seabra destacam pontos da exposição

Alguns itens ficaram de fora, como a guitarra usada por Cobain no clipe de “Smells Like Teen Spirit” – é que os objetos precisam ser liberados pelos doadores para a viagem, o que não aconteceu nesse caso. A mostra faz parte do projeto Samsung Rock Exhibition, patrocinado pela marca, em parceria com o Ministério da Cultura com realização do Instituto Dançar.

Museu Histórico Nacional
Praça Mal. Âncora, s/n – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Exposição: de 22 de junho a 22 de Agosto.
Ingressos: R$ 25 de terça a quinta-feira; R$ 35 de sexta a domingo (há opção de meia entrada)
Visitação: de terça a sexta, das 10h às 17h30; sábado, domingo e feriados, das 13h às 17h
Classificação: 16 anos
Vendas na bilheteria ou pelo site Ingresso Rápido

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About Giselle de Almeida

Carioca, jornalista, estudante de cinema, gauche na vida. Pareço legal, mas tento convencer os amigos a verem minhas séries favoritas