Um tour em “The Making of Harry Potter”


Como prometi no post anterior, vou narrar meu tour lá dentro depois da aventura que foi chegar até o maravilhoso The Making of Harry Potter.

Essa criança feliz aí sou eu!

Essa criança feliz aí sou eu!

 

Um breve tour descrito

Sendo o mais sucinta possível, vou destacar as coisas que achei mais legais lá dentro conforme eu explorei o lugar – ou seja, mais ou menos o caminho que todo mundo faz (menos a parte em que fiquei rodando feito uma barata tonta até encontrar onde estampar meu passport).

Depois que a tela sobe: é indescritível a emoção de se "entrar" no filme.

Depois que a tela sobe: é indescritível a emoção de se “entrar” no filme.

Ao entrar, somos levados em grupo para uma mini sala de cinema. Um breve vídeo de Emma Watson, Rupert Grint e Daniel Radcliff nos convida a conheceer os segredos da produção. A tela sobe, e já estamos de frente para os portões do Salão Principal (tente não gritar “pietortum locomoter!”, eu só sussurrei). As portas abrem e a gente se sente como se estivesse indo ser selecionado pelo Chapéu Seletor: o salão está organizado de modo a ter as mesas de cada casa e os uniformes dos estudantes, mesas com prataria e comida cenográfica e, lá na frente, os manequins em tamanho natural de todos os professores de Hogwarts (tente não chorar). Nessa parte não se pode demorar muito, já que logo o salão tem que ficar vazio para receber uma nova leva de visitantes. Mas depois disso, o tempo é você quem faz.

Já na entrada do primeiro estúdio, damos de cara com a decoração para o Baile de Inverno e as roupas de gala – inclusive as do Roniquinho. Seguindo o fluxo, já somos bombardeados com informação: de uma galeria de costumes aos portões do castelo que Harry e Luna cruzaram depois de todo mundo em “O enigma do Príncipe”, ao Caldeirão Furado e uma miniatura em escala do teto do Salão Principal usada para a filmagem do lugar em luto por Dumbledore, vários objetos chamam a atenção.

Algumas instalações, como esse relógio, são enormes!

Algumas instalações são enormes!

Ao virar uma curva, vemos o quão grande é o espaço. Não dá pra ter ideia de como é lá dentro vendo só por fora (dois galpões interligados, ok, mas caramba!, quanta coisa cabe aqui dentro?!) o grande espaço aberto abriga as seguintes atrações: os cenários da Sala Comunal da Grifinória, a Sala do Dumbledore (<3), a Toca (uma parte interativa, onde rola fazer umas magias e ajudar a sra. Weasley a cuidar da casa), a Cabana do Hagrid, a Sala da Umbridge no Ministério (quanto rosa!) e o hall do Ministério, incluindo o monumento opressor de trouxas.

Esses são os cenários completos, fora os espaços dedicados às tranqueiras aos produtos utilizados na Sala Precisa, aos animais da produção, aos grandes objetos (como os grandes portais e as escadas), aos produtos confeccionados especificamente para os filmes (cartas, registros, utensílios, moedas, embalagens, cartazes, jóias etc..) e os meios de transporte usados em cena – inclusive um armário com todas as vassouras usadas nos longas. Nessa parte também é possível pagar para ter uma foto vestido de bruxo e jogando quadribol em efeito chromakey – a fila estava gigante e meu dinheiro estava curto, resolvi não trazer essa recordação.

Já na saída tem atração para interagir

Já na saída para o pátio tem atração para interagir

Daí você já andou muito, já se emocionou bastante… E sai no pátio externo. Ou seja, ainda tem muito mais mágica para acontecer! Pausa para uma cerveja amanteigada? Ok, é só entrar na fila e comprar seu refresco – especialmente se você for visitar o local no verão. O que esperar ver ali fora? Bem, tudo o que era grande demais para ficar dentro de um estúdio.

Isso inclui: uma representação fiel da fachada da casa dos Dursley (que foi gravada em locação para o primeiro longa, na cidade de Berkshire). Um enorme Noitibus está à sua espera (mas não pode ser visitado internamente) e muitas pessoas param para tirar fotos dentro do segundo Ford Anglia. A assustadora estátua que aprisiona Harry enquanto Voldemort renasce também está lá, assim como a casa dos Potter em Goddric’s Hollow e a ponte de Hogwarts. Há também uma peça xadrez de cada importância exposta antes da entrada no outro galpão e eu morri de medo da rainha acordar.

Testes de maquiagem

Testes de maquiagem

Agora, nesse segundo estúdio, ficam as atrações mais técnicas. Tem detalhes os processos de criação e construção de toda aquela magia que a gente viu: o conceito dos desenhos, os testes de maquiagem, as próteses, os animatrônicos (inclusive o Voldemort semimorto de “Relíquias da Morte – parte 2”), e – minha parte favorita – o Beco Diagonal. Não, não estamos falando da miniatura do Beco: é o próprio beco! Uma rampa estreitinha forma a rua que nos leva a passar na frente das lojas mais famosas: Gringotes, Floreios e Borrões, Gemialidades Weasley, Madame Malkins… Somente as fachadas estão expostas, mas é muito emocionante. A quantidade de detalhes impressiona, em cada janela dá para ver a quantidade de coisas dispostas lá na dentro como se fosse uma loja de verdade.

Dica: Aqui, por ser um trecho muito movimentado e apertado, os funcionários pedem para que não fiquemos andando pra lá e para cá. Então, como o caminho é uma única mão, vá com calma: observe e tire fotos em uma loja e depois vá tranquilamente para a outra, sem fazer vai-e-vem o tempo todo. Isso dificulta aos outros visitantes que também querem aproveitar tudo tanto quanto você.

O Beco Diagonal

O Beco Diagonal

Saindo do Beco, entramos numa ala de sketches e artes conceituais, seguida por um pequeno corredor com reproduções em escala dos cenários utilizados. A meticulosidade dos detalhes é tão absurda que até a sereia no vitral do banheiro onde Harry descobre como abrir o ovo de dragão em O Cálice de Fogo está lá. Igual, mas minúsculo. E então vem a cereja do bolo. Essa galeria de miniaturas não te prepara para a emoção seguinte: Hogwarts, inteira, linda, gigante, majestosa, ali na sua frente. É, porque eles falam que tem lá uma “maquete” do castelo, mas ela chega a uns 8 metros de altura no topo da torre de Astronomia! Sério, é de chorar de emoção.

Galeria de sketches e protótipos

Galeria de sketches e protótipos

Toda a estrutura é cercada por uma passarela, que a cerca. Em alguns locais há uma tela interativa, sempre com detalhes interessantes sobre a construção da maquete – foi ali que descobri que todas as telhas utilizadas foram confeccionadas à mão. Tá bom pra você? E apesar de todo o projeto ter sido revisado a cada ano pois novas áreas eram acrescentadas ao castelo conforme a necessidade surgia, não dá para perceber nenhuma “emenda” no produto final: parece que ele sempre esteve lá, daquele mesmo jeito, desde sempre.

Outra sacada emocionante é o jogo de luzes: milhares de pontos de fibra ótica foram instalados no interior do castelo, e eles se acendem sincronizados com o apagar das luzes que simulam al luz do dia – ou seja, vemos Hogwarts de dia e de noite. A quantidade de detalhes é incrível – experimente ver os escudos das quatro casa que tem dentro do pequeno porto onde tem um barco atracado. A disposição dos prédios, a proporção, a localização… Tudo beira a perfeição.

Hogwarts, senhoras e senhores!

Hogwarts, senhoras e senhores! (e eu de novo)

A única coisa triste de se chegar a esse ponto do tour é saber que ele está acabando todas chora. Dali, a única saída é por uma representação da loja onde Olivander, o mestre das varinhas, vende as preciosas armas bruxas. As paredes são cobertas por caixas de varinhas e em cada uma delas está gravado o nome dos participantes da produção – desde os três atores protagonistas, aos diretores, produtores, animais e até a moça do cafezinho. Isso é de uma lindeza ímpar.

O tour realmente termina na lojinha de souvenires, mas aviso que nada lá é muito barato. Tem desde pelúcias de Edwiges (eu trouxe a minha <3) a agasalhos das casas – Grifinória e Sonserina dominam, porque será? – mas também dá pra encontrar réplicas de artefatos usados (varinhas, vira-tempos) e outros colecionáveis campões de venda (postais, patches, bottoms, canecas, canetas e afins). Conselho de amiga, deixe os cartões em casa ou o prejuízo vai ser grande – mas também não saia de lá de mãos vazias. A grande pedida é ir direto para as guloseimas: sim, dá pra trazer pra casa Feijõezinhos de Todos os Sabores (tem uns realmente MUITO ruins), Sapos de Chocolate (pena que esses não pulam – não, péra) e outras guloseimas mais.

Meus souvenires <3

Meus souvenires <3

Vou ficar devendo aqui a informação de ter produtos Gemialidades Weasley, mas eu tinha uma boa razão para não ter reparado: ouvi o anúncio de que o último ônibus partiria em 20 minutos, então eu só agarrei o que tinha nas mãos e fui para o caixa, não tive muito tempo para terminar de explorar o lugar.

Criei uma galeria exclusiva com algumas das minhas muitas fotos, só pra ilustrar essa jornada aí. Confira aqui!

Então, é isso. Esse foi o meu dia mágico, o dia 04 de julho de 2012. Nessas horas, eu queria ter um vira-tempo que realmente funcionasse…

Leia também o primeiro post desta série Visitando “The Making off Harry Potter”: um breve passo-a-passo!

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About Geisy Almeida

Formada em Fotografia, fã de boas estórias que sejam bem contadas - não importa se em forma de livro, filme, novela ou bate-papo. Curiosa e interessada em muitos assuntos, às vezes viajo na maionese.