Para ficar bem na foto – dicas para valorizar seus retratos de viagem


Não existe nada pior do que voltar de viagem e ter um monte de fotos que não são mais do que borrões ou retratos/selfies que podiam ter sido feitas em qualquer lugar. Eu tive essa experiência em um roteiro pelas Cidades Históricas de Minas Gerais: em uma das paradas, ficamos em um hotel muito bacana e bonitinho. Não resisti, pedi para tirarem uma foto minha em frente à fachada. Aí…

Cadê o hotel?

Cadê o hotel?

É. Essa foi a foto que fizeram. Dá pra ver o hotel bacana e fofinho? A vista maravilhosa que tinha de lá? Qualquer sinal de que eu estava viajando e não no jardim da minha casa ou no da pracinha da esquina? Pois é. Por isso, segue mais um post com dicas de fotografia de viagem para ajudar você a criar fotos que lhe tragam memórias inesquecíveis (e reconhecíveis) dos lugares onde você foi.

Posicionando em frente a um monumento

Esses monumentos são, na maioria das vezes, muito maiores que uma pessoa normal – até mais que as muito grandes também. Vale lembrar que nós, mortais, ainda não conseguimos deslocar esses gigantes com a força do pensamento – logo, sua única alternativa é se ajustar a ele. Comecemos, então, um pequeno guia ilustrado para você brilhar nas fotos.

 

Pouco espaço de recuo

Às vezes não dá para fazer muita coisa além de um ou dois passos para trás. E nem adianta tentar, o monumento é tão grande que nunca vai caber inteiro na foto. Uma saída é buscar um ângulo diferente. Ah, e esqueça a mania de aparecer inteira na foto! Se houver uma parte reconhecível (e apresentável, diga-se) de você e do monumento na foto, vai ficar legal.

Agora dá para reconhecer quem está na foto e o que tem atrás da pessoa (no caso, eu mesma)

Agora dá para reconhecer quem está na foto e o que tem atrás da pessoa

 

Crescendo e aparecendo

Lembre-se que se colocar muito perto dos monumento e pedir para o fotógrafo se afastar vai te fazer sumir na imagem final. Repare na diferença de tamanho entre eu aqui na frente, na senhora no meio do pátio e nas pessoas mais próximas da janela lá no fundo: não parece que eu sou muito maior do que elas? Essa é a ideia.

Para ter um resultado assim, o ideal é que você se afaste do monumento, assim aparecerá maior na foto e uma parte maior do monumento também vai aparecer. Caso você precise fazer uma selfie (onde apareça só o seu rosto e um pedaço do lugar), escolha o ponto mais interessante para servir de pano de fundo e aí vai parecer que ele só estava lá para enfeitar seu retrato – e não o contrário.

Um exemplo prático de que ficar mais perto da câmera te ajuda a aparecer maior na foto

Um exemplo prático de que ficar mais perto da câmera te ajuda a aparecer maior na foto

 

Procure ser criativo

Brincar com a posição dos monumentos não é nenhum segredo – quem nunca viu os turistas imitando a pose do Cristo Redentor ou fazendo o Power Ranger para segurar a Torre de Pisa? Mas há outras formas divertidas de dizer que você esteve naquele lugar famoso sem ser exatamente a mesma coisa que todo mundo faz. Aqui eu fiz uma brincadeira: aproveitei o reflexo do Arco do Triunfo nos óculos escuros e fiz uma foto diferente. Tudo bem que eu não reinventei a roda, mas…

Uma foto que conta uma história: dá para ver que eu estava cansada e feliz naquele dia, não dá?

Uma foto que conta uma história: dá para ver que eu estava cansada e feliz naquele dia, não dá?

 

Fazendo fotos para os outros

Essa dica vale ouro principalmente para quem viaja sozinho: oferecer-se para ajudar ou fotografar alguém pode lhe render uma boa foto de cortesia. Ok, viajei um pouco na maionese. Mas se você for legal com o coleguinha fazendo uma foto bacana, ele ficará feliz (pessoas felizes ficam mais solícitas e fazem fotos suas mais bonitas também). No exemplo abaixo, minha irmã Giselle – também blogueira do Roteiro Adaptado – viajava sozinha e foi conhecer o Palácio de Versalhes. Lá é tão grande e bonito que a gente simplesmente precisa se incluir na paisagem – e ela teve que recorrer à ajuda de estranhos para conseguir essa lembrança aí.

Sem mistérios nem malabarismos: tem a fonte, o jardim, o castelo e minha irmã feliz

Sem mistérios nem malabarismos: na foto tem a fonte, o jardim, o Palácio de Versalhes e a Giselle feliz ali na frente.

Ao fazer – e pedir – fotos para que outros te incluam no cenário, especifique o que você quer. O ideal é que apareça o melhor de dois mundos: a pessoa retratada e a paisagem maravilhosa. Lembre-se de reservar espaço para tudo isso na foto! Parece bobeira pedir para lembrar disso, mas, vendo primeiro exemplo deste post, dá pra ver que nem todo mundo se atenta a esses detalhes.

 

Muitas pessoas na foto 

Você não viajou sozinha(o) e todo mundo quer foto com todos juntos. Vá lá, participe da festa! Peça para outra pessoa fotografar vocês ou se aventure a programar a câmera para uma foto com a galera. Se quiser uma foto só sua no lugar também, procure um lugar um pouquinho mais afastado e faça sua selfie (se quiser incluir o grupo que está com você, se for o caso, tá valendo também) ou peça para alguém revezar com você. Assim, todos saem com uma foto especial do lugar.

“Ah, mas tem lugar que é impossível ficar sozinho!” Esse é um problema quase insolúvel porque não dá para reservar o local só para você sair na foto. Existem câmeras que tem recursos de apagar pessoas indesejadas nas fotos – ou você pode dedicar preciosas horas na pós-edição só para excluir pessoas da foto, mas se o seu equipamento não tiver essa opção e você não tiver nem tempo, nem disposição para apagá-las depois, procure lugares e horários menos movimentados. Se ainda assim não tiver jeito, abrace o espírito de férias e não se preocupe com os outros na foto – a não ser que haja algo muito bizarro acontecendo lá atrás.

Quase consegui sair somente eu e o Royal Albert Hall - mas nem por isso eu deixo de gostar dessa foto.

Quase consegui ficar somente eu, o Royal Albert Hall e um pedaço do monumento em frente – mas nem por isso eu deixo de gostar dessa foto.

 

Por fim, uma dica de fotografia muito importante numa viagem: não fotografe tudo. Foto de viagem boa geralmente é a mais espontânea; perder muito tempo para se ajeitar e ficar bem na foto, lotar o cartão de memória com fotos repetidas ou ficar preocupado em postar tudo a toda hora faz você perder boa parte da diversão. Reserve-se o direito de deixar a câmera desligada por mais tempo e aproveite para ver o que está na sua frente – nem a foto mais bonita do mundo vai substituir essa experiência.

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About Geisy Almeida

Formada em Fotografia, fã de boas estórias que sejam bem contadas - não importa se em forma de livro, filme, novela ou bate-papo. Curiosa e interessada em muitos assuntos, às vezes viajo na maionese.