Parques, feiras, vistas panorâmicas: minhas manias de viagem


Mercat de la Boqueria, em Barcelona

Conheço gente que já planeja os restaurantes que pretende conhecer durante uma viagem. Outros fazem listas das melhores lojas para voltar com as malas cheias de compras. Há quem troque os hotéis mais confortáveis por uma experiência “de raiz” em meio à natureza. Já eu sou do tipo que economiza nas refeições para gastar em passeios, não faço questão de comprar coisas mais caras que um ímã em cada cidade que visito e não reclamo de dividir o quarto com estranhos em hostels, mas não sei viver sem uma cama e um chuveiro quente.

Nenhuma experiência é necessariamente melhor que a outra, certo? Mas, com o tempo, a gente vai descobrindo nosso estilo único de viajar e também vai percebendo alguns programas que vão se tornando nossos queridinhos. A lista abaixo revela um pouco das minhas manias de viagem, tão importantes quanto museus, igrejas, monumentos históricos e, claro, os cenários de filmes, livros, séries e músicas que mostramos aqui no Roteiro Adaptado.

Parque del Retiro, Madri

Parques

Se estou numa viagem urbana, é certo que vou procurar a área verde mais próxima para pelo menos uma tarde relaxante durante a viagem, se o tempo colaborar. Parques são, aliás, meus lugares favoritos para almoçar, especialmente se eu estiver sozinha.

Troco na hora ficar enfurnada em algum restaurante por um sanduíche ao ar livre, observando o movimento das pessoas e ouvindo música. E como também gosto de “perder” algumas horas do dia fotografando paisagens, esse é um programa imperdível.

Vista panorâmica de Paris, do alto da Catedral de Notre-Dame

Vistas panorâmicas

Sedentária que sou, reclamo todas as vezes que preciso subir 530803127 degraus de uma torre ou monumento que permita avistar a cidade em questão do alto. Mas se os joelhos permitirem, lá vou eu, focando no resultado final. Imagina perder Paris desse ângulo, vista do da Catedral de Notre-Dame? Claro que não vou encrencar se um elevador encurtar pelo menos uma parte do trajeto…

Fato é que já incluo na pesquisa do roteiro os pontos mais privilegiados de cada lugar, não só para incluir o valor dos ingressos no orçamento como para antever quais deles precisam ser reservados com antecedência (a Torre Eiffel, vista na foto acima, é uma delas). Mas em muitos lugares também é possível apreciar a vista sem gastar um tostão: para chegar à Piazzale Michelangelo, em Florença, por exemplo, basta disposição e um pouco de paciência para conseguir um lugar privilegiado no horário do pôr do sol.

Feira no bairro da Liberdade, em São Paulo

Feiras e mercados de rua

Esse é um clássico dos meus roteiros, e fazer compras nem é o principal objetivo. Adoro bater perna em feirinhas de quinquilharias, como o Mercado del Rastro, em Madri, ou a Feira da Ladra, em Lisboa, nem que seja para curtir o vaivém de turistas e locais. Até hoje, um dos meus souvenires de viagem favoritos é um anel que custou um euro numa barraquinha em Sevilha.

Mais um motivo para desbravar os mercados? Sou fã de um tour gastronômico acessível. Não importa se é uma guioza na feira da Liberdade, em São Paulo, um stroopwafel quentinho no Albert Cuyp Market, em Amsterdã, um suco de frutas no Mercat de la Boqueria, em Barcelona, ou um pastel com caldo de cana na feira da esquina: comida é amor, e sou feliz com pouco.

The Sherlock Holmes Museum, em Londres

Lojas de museus

Para vocês não acharem que sou pão-dura: esses são meus lugares favoritos para torrar meu suado dinheirinho em viagens – obviamente, depois da visita aos respectivos museus! Tenho certa implicância com as lojas de souvenires padronizadas e que muitas vezes só oferecem produtos clichês e sem graça, embora sejam mais em conta.

Como um ímã de cada lugar é minha única exigência em viagens, o resto é lucro. Só compro se realmente me apaixonar por uma lembrancinha e aí topo pagar mais num objeto mais original ou divertido, como uma caneta que imita o pincel de Van Gogh ou um bloco de anotações de Sherlock Holmes. Já disse que sou feliz com pouco?

Detalhe de uma das celas do Palazzo Ducale, em Veneza

Tour guiado

Como comentei no início do post, prefiro abrir mão de compras para investir nos passeios, e essa é uma das experiências que ainda pretendo investir mais no futuro. Na minha primeira vez na Europa, fiz dois “free walking tour”, em Londres e Madri, e curti – na Inglaterra, aliás, acabei conhecendo um grupo de brasileiras que me fez companhia depois. Como a contribuição é voluntária, cada um paga o que pode e aproveita um pouco da história do lugar.

Este ano, experimentei dois tours guiados, no Palazzo Ducale (Itinerários Secretos) e na Torre do Relógio, em Veneza. No palácio, é possível visitar alguns trechos do edifício que não ficam abertos a quem compra o ingresso normal, como as celas dos antigos prisioneiros (Casanova foi um deles). Ainda sou um pouco resistente a visitas com guia em museus (até mesmo com audioguia), por um motivo: gosto de fazer o percurso no meu tempo, me demorando mais onde me chama a atenção e passando mais rapidamente em outras seções. Mas é claro que as informações e curiosidades podem enriquecer a experiência. Prometo testar de outra vez e volto aqui para dar o veredito.

E quais são as suas manias de viagem? Conta para a gente nos comentários!

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About Giselle de Almeida

Carioca, jornalista, estudante de cinema, gauche na vida. Pareço legal, mas tento convencer os amigos a verem minhas séries favoritas

  • Daniela Rangel

    Adoro tours também e acho que você deve perder i preconceito com os de museu, até porque dá para voltar e visitar tudo de novo depois! Um dos passeios mais sensacionais que já fiz foi um tour no museu d’orsay, maravilhoso, caaaaro, mas vale porque é quase uma aula de arte.

    • Giselle de Almeida

      Sim, justamente por isso quero fazer mais! Nem é preconceito não, é resistência mesmo, porque gosto de estar soltinha, mas compensa. No D’Orsay então deve ter sido incrível mesmo…

      Uma vez fiquei apaixonada com uma guia explicando arte para crianças <3 Acho que queria fazer isso da vida 🙂