Passeio bom, bonito e barato: o MAC de Niterói espera por você


Para os cariocas de férias e sem tempo (leia-se “grana”) para fazer uma longa viagem, fica a dica: o Museu de Arte Contemporânea, conhecido como MAC, está de portas abertas esperando por você. Com uma programação bem variada e exposições interessantes – tanto no Salão Principal quanto na varanda-, a visita é uma ótima pedida para mudar os ares gastando bem pouco. Afinal, como dizem, a melhor vista do Rio de Janeiro é de Niterói.

Um pouco de história

O MAC foi inaugurado em 1996 para acolher a Coleção João Satamini (em homenagem a João Satamini, um importante colecionador de arte, que conseguiu construir um dos principais acervos de arte contemporânea do Brasil). Mais conhecido por sua icônica arquitetura, obra do renomado Oscar Niemeyer, o prédio foi inspirado em uma flor – mas a maioria deixa a imaginação voar e enxerga até um disco voador em seu design inovador e futurista.

A Coleção João Satamini

Contendo obras de artistas nacionais e internacionais, a coleção está sempre à disposição do público: a exposição do acervo é permanente, porém mutante – como sempre há renovação, novos temas surgem e assim, peças mais antigas e novas se misturam harmonicamente e trazem uma nova reflexão. Ou seja, sua nova visita nunca será igual a anterior.

Áreas de exposição

O pátio fica aberto à visitação gratuita todos os dias, das 9h às 18h. Algumas atividades são realizadas periodicamente no pátio, como prática de Tai Chi Chuan (atividade paga, porém gratuita nas aulas de domingo). Só a visita externa já vale o passeio: a paisagem é linda e inspiradora, as curvas da Baía de Guanabara enfeitadas pela linda arquitetura do prédio, a vista inigualável do Rio de Janeiro e seus maiores cartões postais juntos… Talvez ali seja um bom lugar para se refletir que a natureza em si já é uma obra de arte.

Irreflexo, de Camila Paola

É o que a curadoria do museu procura enfatizar com as exposições da varanda. O local é aquele círculo de janelas de vidro que se destacam na estrutura e proporcionam uma vista de 360° do exterior. Todas as obras expostas de certa forma dialogam com o cenário, como a interessante obra “Irreflexo”, de Camila Paola. Nela, vários espelhos sofreram uma impressão da artista e refletem sobre a obsessão com a própria imagem e a cultura das selfies. Uma videoinstalação complementa e explica a abordagem da artista. Em cartaz até 05 de março.

Era uma vez…, de Vinicius Ferraz.

Já a obra “Era uma vez…”, de Vinicius Ferraz, é a intervenção no pátio que tem uma complementação na varanda: uma videoinstalação e algumas impressões feitas com vários ursos de pelúcia tingidos de vermelho (que depois ganharam forma no chão) abordam o contraste entre a ingenuidade tipicamente infantil e a dura realidade de algumas crianças. Da varanda, a visualização é perfeita – e ainda mais impactante. Em cartaz até 05 de março.

Vontade de Mundo,com obras da Coleção João Satamini.

E no Salão Principal, a exposição em cartaz é a “Vontade de Mundo”. Diferentes peças do acervo, desde pinturas a esculturas e outros objetos, dialogam sobre os universos possíveis de forma poética e absolutamente atual: evitando a rotulação, expressando os vários tipos de temas e formas de expressão e construção, criando poemas visuais. Em termos mais simples, são obras criadas para o visitante viajar em sua imaginação. Em cartaz até 02 de abril.

Como chegar

Há várias formas de se chegar ao museu, mas prefira o transporte coletivo, ir a pé ou de bicicleta. Por sua localização privilegiada – porém pouco atrativa para carros de passeio – há uma certa dificuldade em achar um local próximo para estacionar. Portanto, o ônibus é seu melhor amigo.

Se você está fora de Niterói, o melhor a fazer é chegar à cidade pela rodoviária ou pelas barcas. Várias linhas de ônibus são creditadas como funcionais, mas de uma linha eu tenho certeza: a 47B circula com bastante frequência e deixa no ponto mais próximo do museu (além de ter ar condicionado geladinho, um alívio nesse verão). O ponto onde peguei é o mais próximo da saída das barcas, menos de 5 minutos do ponto do desembarque e em mais ou menos 10 minutos já estava apreciando a vista do pátio.

Para quem tem espírito aventureiro, uma caminhada pelo Caminho Niemeyer é uma ótima pedida: um trecho da trilha beira a orla da Baía de Guanabara e passa em frente ao museu chegando até às praias mais próximas (lembrete: o banho não é recomendado, mas a brisa refrescante é ótima!). Quem tiver disposição, pode sair das barcas e já começar o passeio dali.

E para os niteroienses, a bicicleta é, além de um ótimo exercício, um passe livre para o museu. Isso mesmo! O visitante que for até o MAC em uma magrela não paga entrada em nenhum dia.

Confira nossa galeria e inspire-se a passar um dia lá!

Museu de Arte Contemporânea – MAC
Mirante da Boa Viagem, s/n – Boa Viagem, Niterói.
Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h. Agendamentos: segunda a sexta, das 10h às 18h.
Ingresso: RS10. Meia entrada para estudantes, jovens até 21 anos, professores e idosos a partir dos 60 anos. Residentes ou nascidos em Niterói, crianças até 7 anos, representantes e estudantes da rede pública de ensino, visitantes que chegam de bicicleta não pagam ingresso.
Entrada franca para todos os públicos às quartas-feiras.
Mais informações no site oficial

Leia também


About Geisy Almeida

Formada em Fotografia, fã de boas estórias que sejam bem contadas - não importa se em forma de livro, filme, novela ou bate-papo. Curiosa e interessada em muitos assuntos, às vezes viajo na maionese.