Sete dicas para evitar frustrações na sua viagem


 

Já contei aqui no blog mais de uma vez que gosto de planejar uma viagem o máximo que puder. Em geral, o primeiro objetivo é calcular melhor quantos dias ficar em cada lugar para garantir as atrações que eu mais tenho vontade de conhecer.

Mas a medida serve também para otimizar o tempo de deslocamento entre cada lugar e até economizar um dinheiro de transporte nesse vaivém, além de tentar deixar o roteiro mais equilibrado. Gosto, por exemplo, de diluir os museus pelos dias de viagem, para aproveitar um tanto do dia ao ar livre e não cansar de tanta informação de uma vez só.

Porém, frequentemente existe alguma coisa que me escapa, e se tem uma coisa certa nesta vida é que os perrengues, eles sempre surgem! E não estou falando aqui do pé torcido no primeiro dia das férias, de um céu coberto pela neblina ou um bloqueio na estrada que inviabiliza o passeio. Certos contratempos, infelizmente, não estão ao nosso alcance, e o que nos resta é lidar com eles com o mínimo de estresse e um tanto de jogo de cintura.

O tema deste post é, na verdade, os transtornos que podem ser evitados com um mínimo de atenção e nem tanto trabalho assim. E essas dicas a seguir são frutos de experiências próprias: faça o que eu digo, não faça o que eu faço!

 

Verificar dias e horários de funcionamento das atrações

Parece besteira, não é? Mas pode fazer uma diferença tremenda na sua viagem. Depois de uns ajustes de última hora no roteiro, deixei para visitar o Museu Rodin, em Paris, no último dia na cidade, que era… uma segunda-feira. Resultado: dei de cara na porta e voltei frustrada. Recentemente, em Bento Gonçalves, tentei conhecer o Museu do Imigrante, a Fundação Casa das Artes e a Igreja São Bento, todos fechados na hora do almoço. Novamente, eu não teria tempo de retornar. Normalmente, gosto de visitar os sites oficiais durante o planejamento e já deixo anotadas essas informações no meu caderninho de viagem ou no mapa que crio no Google Maps. Os minutinhos perdidos para fazer isso custam muito menos que a decepção de estar no lugar certo na hora errada, vai por mim.

Plano B: e se chover?

Eu sou dessas pessoas desligadas que, no dia a dia, são pegas desprevenidas usando branco e sandálias de dedo quando cai a chuva, por pura falta de hábito de conferir a previsão da meteorologia. Além de checar se vai fazer sol ou não no dia seguinte, o bom mesmo é ter no seu roteiro aqueles programas extras, que você pode tirar da manga se sobrar tempo ou se um passeio ao ar livre, por exemplo, ficar inviável. Não deu para fazer a travessia de barco? Talvez seja a hora de conhecer aquela galeria ou aquele restaurante que você leu em algum lugar. Melhor ter opções a mais do que de menos!

Pesquisar festas e eventos populares

Às vezes a gente dá sorte de cruzar com um evento inesperadamente. Em Granada, não entendi de primeira a forte movimentação na cidade até descobrir que era dia de Nossa Senhora das Angústias, padroeira local. Foi muito bonito acompanhar um pouco da procissão. Acho que presenciar uma festa assim é uma experiência única. Até tentei presenciar, mas perdi por pouco o Palio, a famosa corrida de cavalos de Siena que acontece em 2 de julho e 16 de agosto, por questão de dias, mas não dava mesmo para encaixar no meu itinerário. Pior foi chegar a Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, pouco depois de vários dias de programação intensa do Festival de Folclore! Esse eu só descobri tarde demais, e tenho certeza que a visita à cidade teria sido muito mais legal.

Checar se o seu passeio cai em algum feriado

Se um grande evento pode ser uma atração em si, um feriado pode tumultuar bastante sua programação. As filas para o Coliseu estavam ainda mais gigantescas no dia que eu escolhi para visitar o monumento – 15 de agosto, o Ferragosto. Digamos que o sol escaldante e os espertinhos furando fila também não tornaram a experiência mais agradável. Além disso, conhecer a Itália em agosto é dar de cara com vários estabelecimentos fechados durante o mês inteiro, época de férias para muitos comerciantes. Tentei conhecer a famosa pizzeria Da Michele, em Nápoles, e dei viagem perdida.

Comprar ingressos online

Amigos, essa dica é de ouro. Se você leu a recomendação em algum guia ou blog, se aquele colega indicou, agradeça, sorria, aperte o verde e confirme. Uma das maiores furadas em viagem é perder tempo em fila (eu já detesto no meu dia a dia, imagine nas férias!). Confesso que não gosto muito de ter programas com horários marcados no roteiro, porque acaba engessando um pouco, mas nas atrações mais disputadas não tem muito jeito. Em Amsterdã, eu perdi o prazo em que os ingressos (disputadíssimos) ficam disponíveis online e tive que encarar mais de duas horas em pé para conseguir visitar a Casa da Anne Frank – na época, ainda era possível comprar a entrada na bilheteria local. Agora, só no site mesmo, 80% com dois meses de antecedência, o restante no dia. Ou seja, não dá para tentar a sorte.

Evitar dias muito cheios de atividades, com horários marcados

Isso é um convite à decepção: quem quer ver tudo em tempo recorde não consegue aproveitar nada direito. Eu ainda me lembro do dia em que um turista pediu para eu tirar a foto dele em frente à Sagrada Família, em Barcelona. Eu juro para vocês, ele olhou, posou para a foto e saiu menos de cinco minutos depois, porque ia visitar o Camp Nou, estádio do Barcelona. Fiquei sem acreditar. Quando entrei para conhecer aquela maravilha por dentro, encantada com cada detalhe, eu pensei: “olha só o que ele perdeu”. Eu sei que às vezes o tempo é curto, e a gente quer abraçar o mundo. Às vezes é o esquema do tour ou da excursão, e não há muito o que fazer. Mas, se puder, eleja as suas prioridades. Pesquisa é fundamental para ajudar a escolher aqueles lugares que a gente precisa conhecer de pertinho, até se dar por satisfeito. Uma boa é escolher o seu top 3 do dia, vamos dizer. O que vier depois é lucro. É libertador!

Pesquisar se sua viagem cai na alta ou na baixa temporada

Essa é uma questão que já negligenciei algumas vezes e me arrependi. E normalmente a gente tenta evitar a alta temporada para fugir das praias lotadas e dos preços altos, certo? Mas a baixa temporada pode não ser um grande negócio para quem viaja sozinho, por exemplo. Tive certa dificuldade de me encaixar nos passeios das agências justamente por causa disso em duas ocasiões: na Chapada Diamantina e em Cambará do Sul, nessa viagem recente à Serra Gaúcha. Das duas uma: ou você não consegue o passeio ou tem que arcar com o valor integral do tour, o que acaba sendo inviável. Dei sorte de conseguir companhia de última hora em alguns dias, em outros, o jeito foi passar um tempo extra na pousada ou explorando as cidades a pé.

E, se nada disso adiantar… a saída é encarar o pé d’água com bom humor, descobrir atrações alternativas no seu destino e saber que terá histórias para contar!

O que achou das nossas dicas? Tem alguma outra sugestão para evitar férias frustradas? Conta para a gente nos comentários! E acompanhe aqui no blog nossos outros posts sobre as nossas experiências de viagem.

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About Giselle de Almeida

Carioca, jornalista, estudante de cinema, gauche na vida. Pareço legal, mas tento convencer os amigos a verem minhas séries favoritas