Um dia acelerado em Punta Del Este


A primeira coisa da qual me lembro ao pensar em Punta del Este é “se tiver oportunidade e recursos, reserve um bom tempo para passar por lá”. Mas nem sonhe em dispensar o passeio caso tenha pouco tempo disponível ou verba curta! Adivinha qual opção estava disponível para nós? A segunda, claro.

Panorâmica à beira da baía do Rio da Prata

Hospedadas em Montevidéu e com vontade de conhecer um pouco de tudo, encontramos no hotel mesmo opções de passeios por cidades vizinhas. O Uruguai é pequenininho, por isso dá para visitar muitos lugares de carro em um mesmo dia. Entre Montevidéu e Punta, por exemplo, são apenas cerca de 120 km e algumas paradas.

O passeio “City Tour Punta del Este” passava por vários pontos do balneário. Muitos infelizmente só vemos pela janela do ônibus, mas o roteiro faz três paradas importantes. Uma delas é na Casapueblo, que de tão especial vai ganhar um post exclusivo mais tarde. Hoje vamos falar dos outros dois pontos.

Cerro San Antonio

A primeira parada foi em uma cidadezinha praiana no caminho Piriápolis (nome de cidade brasileira né?!), mais especificamente no mirante do Cerro San Antonio. É possível chegar lá em cima a pé, de carro ou de teleférico. Infelizmente a fila para o teleférico era longa, e o tempo, curto – roteiro de excursão, sabe como é… – então o nosso ônibus já nos deixou lá em cima.

Capela de Santo Antônio: casamenteiras e gente de roupa de banho, porque a praia é logo ali em baixo!

No topo, uma charmosa capela dedicada a Santo Antônio atrai as atenções das moças casamenteiras. A simpática igreja tem um formato peculiar: redonda, de frente para o mar e com uma espécie de varandinha em volta, lembra um pequeno farol. Inaugurado em 1919, o templo foi projetado pelo arquiteto francês radicado em Buenos Aires Pedro Guichot – o mesmo que projetou o Argentino Hotel, um dos pontos que só vimos pela janela do ônibus (mas tem foto lá na galeria para você conferir).

Entretanto, o que chama atenção mesmo é a vista. A 130 metros de altura, é possível ver toda a cidade e as praias da região: Punta Colorada, Punta Negra, Punta Ballena e até Punta del Este. Além da capela e da vista, o marco mais visitado de Piriápolis ainda tem restaurantes e lojas de souvenires, nos quais não fizemos questão de perder nossos preciosos minutos. Não demorou muito, já estávamos de volta ao ônibus a caminho de….

Punta del Este

Pena que as Spice Girls nunca gravaram um clipe por lá, a pose seria essa aí ó! Eu tô ali no polegar.

Nossa parada foi na Playa Brava, lar do Monumento ao Afogado, também conhecido como La Mano ou Los Dedos – apelidos extremamente precisos, pois se trata de uma escultura dos cinco dedos de uma mão gigantesca emergindo da areia. Ponto obrigatório de selfie, foto em grupo, panorâmica ou qualquer outra modalidade fotográfica, mesmo que você precise enfrentar a areia em chamas para chegar perto. Era janeiro e passava do meio dia, o calor passava até através dos calçados.

A sugestão da guia para o tempo que tínhamos era, além de conhecer o monumento, ir desfrutar da culinária local em um dos vários restaurantes elegantes na orla. Ideia que dispensamos, sem hesitar. Engolimos um lanche em um conhecido fast-food (que também era mais agradável aos bolsos) e fomos passear pelos arredores.

Amiga atravessando a rua, devagar e sem olhar para os lados… cidade deserta!

Já que por alguns motivos (pouco tempo, lotação do lugar e a areia extremamente quente) não dava para “pegar uma praia”, decidimos ver o máximo da cidade que podíamos. Saindo da área de restaurantes e lojas, que tinham até um cassino, descobrimos uma cidadezinha de casas e condomínios elegantes e ruas bem cuidadas. Curiosamente, essas ruas estavam bastante desertas. Como o sol estava alto, acredito que quem não estava na praia buscava se refugiar em qualquer lugar com ar condicionado.

Andando assim, meio sem rumo, totalmente sem guia, chegamos novamente ao mar. Já que o coração da cidade fica bem na ponta da península não demora muito para andar de uma orla a outra. Pausa para momento educativo: Punta del Este, literalmente “ponta do leste”, tem um península cuja ponta marca a divisão entre oceano Atlântico e a baía onde desemboca o Rio da Prata.

Tirando onda no lado tranquilo da península!

Em ambos lados, praias extensas, calçadões e quiosques. No lado virado para o Rio da Prata, um porto enfeitava o fundo de nossas fotos com muitos barcos. Ali as águas são mais calmas. No lado oposto, na margem virada para o oceano, onde ficam Los Dedos, o mar é mais revolto. E foi de volta ali que nosso passeio a pé terminou.

De ônibus, a excursão ainda nos levou por prédios importantes, pelas casas dos ricos e famosos e pela inusitada ponte ondulada. A Puente Leonel Viera, inaugurada em 1956 tem um formato em “M” e dá aquela sensação de brinquedo de parque de diversões em quem passa por ela. O Resultado? Um grupo de seis brasileiras entoando um sonoro “uuuuoooooaaaaa”, que nossos companheiros hermanos de excussão não entenderam muito bem. Em nossa defesa, a guia achou divertido.

Pois é, não pudemos descer do ônibus para fotografar, mas curtimos assim mesmo!

Depois do mico, que na verdade mais nos divertiu que envergonhou (mencionei que fizemos isso nas duas vezes que passamos pela ponte?), era hora de o ônibus seguir caminho de volta a Montevidéu. Lá desembarcamos exaustas, impressionadas pela quantidade de coisas que pudemos fazer em um só dia e com planos par voltar à Punta del Este com mais tempo para aproveitar.

Foi corrido sim, mas rendeu boas imagens, confira em nossa galeria!

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About Fabiane Bastos

Jornalista especializada em cultura, viciada em filmes, séries e livros não necessariamente nesta ordem. Adoraria poder visitar os mundos que só conhecemos pelas páginas e telas, ou chegar o mais próximo disso possível!