Um giro em Amsterdã pelos cenários de “A Culpa É das Estrelas”


Gus (Ansel Elgort) e Hazel (Shailene Woodley) passeiam por canal de Amsterdã em cena de A Culpa É das Estrelas

Vim entender a febre que era A Culpa É das Estrelas apenas quando saiu o longa-metragem – mal sabia que o livro de John Green já era um fenômeno entre adolescentes. Claro, já passei (um pouquinho só) da idade… E foi por um motivo bem específico que a história de Hazel (Shailene Woodley) e Gus (Ansel Elgort) entrou no roteiro da eurotrip 2016: ela, Amsterdã.

A capital holandesa aparece bem pouco, é verdade, mas em momentos importantes da trama e em uma de suas cenas mais marcantes. Aquela que transformou um banco em ponto turístico… Não é curioso como um filme influencia o imaginário das pessoas?

Nosso roteiro começa no American Hotel (Leidsekade 97), onde o casal e Frannie (Laura Dern) se hospedam na cidade (ver galeria de fotos no fim do post). Foi uma das minhas primeiras paradas por lá, já que estava hospedada na região, bem próxima ao famoso Vondelpark. Na ocasião, o parque estava lotado de gente ansiosa por aproveitar o raro dia ensolarado e a programação ao ar livre num agradável domingo de verão.

Banco onde foi filmada cena do longa com cadeados de fãs

A uma breve caminhada dali fica outra locação do filme: ao explorar a cidade, depois do jantar no fictício restaurante Oranjee, Hazel e Gus caminham pelo túnel do Rijksmuseum que serve de passagem para pedestres e ciclistas. É bem provável que você tenha uma experiência parecida com a dos protagonistas ao passar por ali, já que apresentações de músicos são bastante comuns. Parar para ouvi-los, aliás, é um dos meus passatempos preferidos em viagens…

Embora não esteja retratado no filme, o museu nacional é uma atração imperdível, não só por abrigar obras importantes como Ronda Noturna, de Rembrandt, mas pela sua própria arquitetura. O prédio é lindo por fora e por dentro! Ele fica na Praça dos Museus (Musemplein), onde também estão localizados os museus Van Gogh e Stedelijk e o famoso letreiro I amsterdam, completamente tomado pelos turistas em pleno agosto.

Os protagonistas passeiam de tram (bonde elétrico, parente do nosso VLT) – o segundo meio de transporte mais popular da cidade, depois das bikes – e fazem uma visitinha não muito agradável ao escritor Van Houten (Willem Dafoe). Em seguida, conhecem outra grande atração local, a Casa de Anne Frank (imprescindível reservar com antecedência pela internet para não mofar na fila, como eu, que deixei esgotar os ingressos…). Prometo detalhar em outro post a visita ao museu, onde a família da adolescente judia se escondeu dos nazistas, mas adianto que a experiência é emocionante e um dos pontos altos da viagem.

Hazel e Gus passeiam de tram por Amsterdã

Nosso tour termina num dos lugares mais emblemáticos do filme, o banco (Leidsegracht 4) onde Gus e Hazel têm uma conversa séria e definitiva sobre o futuro do casal e que marca o fim do trecho holandês da narrativa. Quer prova de que virou atração local? Tem destaque no Google Maps! Basta digitar “Fault In Our Stars Bench” que você o localiza no mapa…

Por ser um momento emocionante da história, é natural que a cena tenha ficado na memória dos fãs. Já esperava que mais pessoas estivessem ali para tirar uma foto de lembrança. Só não imaginava encontrar tantos cadeados ao lado de inúmeras inscrições, incluindo o diálogo que virou marca registrada do romance: “Okay? Okay”.

O roteiro é enxuto, mas honesto: mesmo aparecendo tão pouco, Amsterdã deixa sua marca na história de A Culpa É das Estrelas e de quem passa por lá. Eu, com um pé torcido e muita chuva na cabeça, em pleno verão, trouxe ótimas lembranças da cidade e o desejo de voltar qualquer dia. Em breve, mais posts sobre a cidade aqui no blog!

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About Giselle de Almeida

Carioca, jornalista, estudante de cinema, gauche na vida. Pareço legal, mas tento convencer os amigos a verem minhas séries favoritas