Um passeio em Amsterdã pelos cenários de “Sense8”


Elenco de Sense8 em Amsterdã: algumas cenas da segunda temporada da série se passam na capital holandesa

Uma das maiores diversões de assistir a Sense8 é se teletransportar magicamente de um lugar para o outro, como num jogo de Carmen Sandiego ou um filme da franquia James Bond. A segunda temporada da série, disponível na Netflix, acrescentou mais alguns carimbos no passaporte da equipe – e por que não nos nossos? Já visitamos algumas locações da atração em Berlim, e agora é nossa vez de conhecer um pouco de Amsterdã.

Estive na cidade quase na mesma época que a equipe, em julho de 2016, mas ainda não foi dessa vez que esbarrei com Lana Wachowski e cia… Então, esse é um roteiro feito às escuras, baseado em cenas que eu ainda não tinha visto e elaborado com a ajuda de (poucas) dicas coletadas no Twitter.

Não vamos entrar em detalhes da trama aqui para não estragar o prazer de quem ainda não viu, mas nas descrições das cenas é possível que haja alguns minispoilers (fica o aviso!).

Rijksmuseum, o museu nacional da Holanda. Não é lindo? <3

Rembrandt em destaque

Um dos principais cenários da capital holandesa na série é o famoso Rijksmuseum, o museu nacional da Holanda. É ali que Will (Brian J. Smith) encontra Richard Wilson Croome, membro da Organização de Preservação Biológica (OPB), nos episódios 3 e 4. Sua obra mais famosa – A Ronda Noturna, de Rembrandt – ganha destaque na conversa da dupla, mas não espere conseguir observar o quadro com tanta facilidade. O elenco teve o privilégio de conhecer o espaço em um horário bastante alternativo. Na vida real, tenha paciência para conseguir um lugar diante de tantas câmeras e tantos celulares.

O Rijksmuseum é um dos programas imperdíveis para quem visita Amsterdã – fica na famosa Museumplein, a praça dos museus, que abriga ainda o célebre Museu Van Gogh, entre outros. Depois que você tirar a foto de praxe com o letreiro I amsterdam, bem em frente, dedique algumas horas do seu dia a ver de pertinho outras obras de Rembrandt, Vermeer e Van Gogh, entre outros. São mais de 8 mil objetos, em 80 galerias, com destaque para a produção holandesa, mas também com arte estrangeira (o pavilhão asiático tem peças da China, do Japão, da Indonésia, da Índia, do Vietnã e da Tailândia).

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Will e Croome em frente ao quadro A Ronda Noturna no Rijksmuseum. O museu só pra eles!

Não bastasse o conteúdo, o museu impressiona também pela própria arquitetura. Eu fiquei encantada com a beleza do edifício por fora e por dentro, desde o átrio até os vitrais nos halls e as abóbadas das galerias. Nas cenas de ação envolvendo os outros sensates dá para ter uma visão rápida do conjunto, mas ao vivo é ainda mais bonito!

A Ronda Noturna aparece ainda de relance na abertura da série, mas de outra forma: é que o quadro inspirou um conjunto de esculturas que fica exposto na Rembrandtplein, praça batizada em homenagem ao artista.

Boate e centro da cidade

Riley (Tuppence Middleton) na boate Paradiso em Amsterdã

Outra locação marcante da temporada não fica tão distante do museu: é a boate Paradiso. Infelizmente, não fui a nenhuma balada lá. Na verdade, só conheci o prédio por fora, porque havia um falatório no Twitter que algumas cenas haviam sido gravadas no local. Nem um pouco emocionante, ao contrário da sequência que mostra Riley (Tuppence Middleton) animando a plateia, em que conhecemos sensates de outros clusters.

A DJ também caminha pelo Nieuwebrugsteeg e encontra seu pai, Gunnar (Kristján Kristjánsson), no Sint Olofssteeg, no Red Light District. Foi uma região que explorei pouco, confesso. Misto de pé torcido, frio e muita chuva na cabeça, além de uma certa decepção com o centrinho pega-turista, que nem de longe é o mais bonito da cidade. Mas descobri que esse cantinho é bem famoso e, na série, me pareceu bem agradável. Qualquer dia volto lá para o veredito final.

Riley e Gunnar no Sint Olofssteeg

Dentre as muitas cenas pelos canais de Amsterdã, quem também dá o ar da graça é a Aluminiumbrug (vista também em Doze Homens e Outro Segredo). A ponte é o palco de uma das sequências mais bonitas da temporada, quando o cluster, em peso, comemora a liberdade, num dia ensolarado de fazer qualquer holandês chorar de emoção (sério, dia nublado leve já é considerado tempo bom, vai entender).

Já visitou esses ou outros cenários de Sense8 em Amsterdã? Conta para a gente nos comentários!

E, se você também é um apaixonado pela capital holandesa, não deixe de conferir nossos outros roteiros adaptados pela cidade!

 

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About Giselle de Almeida

Carioca, jornalista, estudante de cinema, gauche na vida. Pareço legal, mas tento convencer os amigos a verem minhas séries favoritas