Vai para a Itália? Inclua Cinque Terre no seu roteiro


Vernazza

Já contei aqui que sofri bastante para montar meu roteiro pela Itália na eurotrip 2016: queria conhecer tantas cidades que ficava impossível chegar a um único itinerário satisfatório. Roma, Florença e Veneza eram certezas, mas a cada guia que eu lia, a cada foto que eu via, chegava à conclusão de que nem se eu passasse todo o período de férias lá seria o suficiente.

Ter um limite de tempo e dinheiro me obrigaram a ser mais prática. O sul é tão lindo! Mas vai ter que ficar para outra vez. E os lagos do norte? Serei obrigada a voltar. Mas Cinque Terre não me faria desviar tanto assim do meu caminho e… por que não incluir um pedacinho da Liguria, no noroeste do país, na minha rota? Se essas fotos não te convencerem a ir, o caso é perdido mesmo!

Fiz como a maioria faz: conheci “as cinco terras” em um dia. Meu conselho? Se seu roteiro permitir, fique pelo menos mais um. Foi um destino que fez toda a diferença na minha viagem e gostaria de ter aproveitado melhor. Muita gente faz bate e volta, com agência a partir de Florença – eu preferi dormir duas noites em Portovenere, de onde sai o passeio de dia inteiro pelas praias e seguir viagem. Há quem prefira, inclusive, montar sua base em La Spezia.

Mas você pode montar seu roteiro de várias maneiras e conhecer a região de barco, de trem e por trilha ou fazendo uma combinação dos três, como indica o Ricardo Freire nesse post completinho no Viaje na Viagem. Eu preferi passar meu tempo por lá al mare.

Chegando às Cinque Terre

Portovenere, minha base para Cinque Terre

Minha logística foi a seguinte: saí de Roma cedo, passei o dia em Pisa e peguei um trem até La Spezia, que é uma cidade maiorzinha, com mais estrutura e sem praia). Comprei o bilhete do ônibus para Portovenere num tabacchi (quiosque) e me informei ali mesmo sobre onde pegar a condução. Dica de ouro: compre logo ida e volta, não dê mole como eu (mais adiante conto o porquê).

Era sexta-feira, demorei a descobrir que o coletivo faz um itinerário diferente e perdi um tempinho tentando achar alguém que falasse inglês para me ajudar a encontrar o lugar certo. No ônibus, não esqueça de validar o bilhete na maquininha, hein! Na Itália, a multa é pesada para quem é pego pelos fiscais.

Não tive muito tempo para explorar Portovenere, mas mesmo passar a noite numa cidade litorânea faz diferença para mim, por isso escolhi pernoitar lá. Ali perto do porto mesmo há várias opções de restaurantes – em um deles, estava rolando um show com música brasileira e tudo. Foi um bom aquecimento para o dia seguinte.

Monterosso

Explorando as Cinque Terre

Aqui é com o freguês: você pode explorar Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare na ordem que bem preferir, de barco estilo hop on hop off (você decide onde desce primeiro, só tem que prestar atenção nos horários das próximas embarcações), trem ou a pé, pelas trilhas. Como Corniglia é a única que não tem acesso pelo mar, só a vi de longe. Preferi ficar mais tempo nas outras quatro e, olha, na alta temporada, com restaurantes, lojinhas e praias lotadas, já foi bem corrido.

As terre são pequenas e você explora em pouco tempo, mas a ideia aqui não é relaxar, curtir um pouco o sol e se refrescar? Por isso que eu digo que vale ficar mais tempo. Mas não me arrependo de ter ido lá não, o dia que passei lá foi bem agradável.

Fui direto com o barco até a terre mais distante, Monterosso al Mare. Gostei de ter começado por ela, porque achei as seguintes mais interessantes. Dei uma voltinha pelas ruelas, visitei a igreja, tomei um café e não me demorei muito por lá. Se você procura um lugar para se instalar e tomar sol, talvez seja essa a melhor alternativa – a com mais espaço, pelo menos.

Monterosso

Monterosso

De lá, segui para Vernazza, que achei a mais simpática das vilas: baía fotogênica, igrejinha fofa e uma praia (de pedras, nada de areia) mais escondidinha para fugir da multidão.

E vale muito a pena subir até o Castello Doria para ver essa belezura do alto!

Vernazza vista do Castello Doria

Praia sem areia em Vernazza

Minha próxima parada foi em Manarola, mais uma vila fofa e colorida, com gente espalhada em todo canto disputando seu lugar ao sol… 🙂

Manarola

Trilha até Manarola

A última parada antes de voltar a Portovenere foi Riomaggiore. Fiz o trecho de barco mais uma vez, mas há quem prefira seguir de uma para outra a pé pelo pedaço mais famoso do Sentiero Azzurro (a trilha panorâmica que liga uma vila a outra), a Via dell’Amore.

Eu preferi minha exploração mais tranquilinha, olhando as lojinhas e me despedindo desse cantinho da Itália que gostei tanto de conhecer.

Riomaggiore

Riomaggiore

Lembra que lá no início contei que era para comprar o bilhete de ida e volta ainda em La Spezia? É porque (sei lá por que razão) deixei para comprar o retorno em Portovenere e… não consegui. No dia do passeio de barco cheguei depois que o quiosque estava fechado e no dia seguinte, um domingo de manhã, precisava sair cedinho para pegar o primeiro ônibus e chegar à cidade a tempo do trem (comprado com antecedência, mais barato) para Florença.

Segundo a atendente do hostel, dava para comprar com o próprio motorista, só que sairia mais caro. Paciência, pensei. Acontece que ele não tinha. E ainda me aconselhou a comprar por SMS, um sistema que uma italiana, logo depois de mim, tentou e não conseguiu. Resultado: viajei de graça – eu e mais uma meia dúzia de pessoas. E ai do motorista que aparecesse algum fiscal aplicando multa!

No fim, achei foi graça do episódio e mal sabia que a Toscana continuaria mantendo o nível da viagem lá em cima! Mas isso é assunto para um outro post… Por enquanto você confere o que já publicamos sobre a Itália aqui. 😉

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About Giselle de Almeida

Carioca, jornalista, estudante de cinema, gauche na vida. Pareço legal, mas tento convencer os amigos a verem minhas séries favoritas

  • Maria Elisa Sapage

    Magnífico, grande ajuda. Obg