Visitamos a Pinacoteca de São Paulo e o Parque da Luz


Por algum motivo que desconheço, eu esperava ver muito menos na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Graças a aparições em reportagens televisivas, e algumas produções dramatúrgicas, eu conhecia a arquitetura característica da casa, mas nunca tinha percebido o quão ativo e espaçoso é o mais antigo museu de São Paulo, até visita-lo. Um passeio completo e diversificado, e olha que nem estou somando nesta conta o parque onde nosso passeio começou.

Parque da Luz

Parque da Luz, São Paulo

Parque da Luz, coladinho na Pinacoteca e na estação da Luz!

É o parque mais antigo de São Paulo, aberto ao público em 1825, recebeu o nome de Jardim da Luz em 1916. Ocupando uma área de 82 mil m², tem dois espelhos d’água e dois lagos. Cerca de 165 espécies de plantas, 73 espécies de animais, na maioria aves podem ser vistos por lá, além de várias esculturas que criam uma verdadeira exposição a céu aberto.

Deixando os números de lado, não ficamos muito tempo no parque porque era dezembro, estava calor e queríamos ir para o ar condicionado, pois tínhamos mais duas paradas longas em nosso roteiro neste dia. Mas o tempo que passamos por lá, foi o suficiente para conhecer algumas de suas características e sentir a atmosfera do parque e seus visitantes, uma verdadeira ilha de paz verde, em meio ao caos do dia-a-dia de nossa maior metrópole.

Passamos pelo coreto, pelos espelhos d’água, lamentamos o Aquário Subterrâneo estar fora de funcionamento, descobrimos várias das esculturas e exemplares da fauna. Meu cantinho favorito é o Ponto do bonde do século XIX perdido lá no meio do parque, e emoldurado por uma árvore centenária maravilhosa.

Vimos bastante apesar da breve visita, pois estávamos mesmo ansiosas para conhecer o …

Pina

fachada Pinacoteca do Estado de São Paulo

Aquela foto estilosa da fachada da Pinacoteca, agora só falta lembrar qual de nós três fez o clique!

Desde 2016, o museu ostenta seu apelido “Pina”, alcunha carinhosa que o museu demorou a ganhar, já que faz parte da vida paulistana desde 1905. Atualmente ocupa o antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios, inaugurado em 1900, nunca terminado – por isso os tijolos expostos – tombado em 1986 e que ganhou uma grande reforma na década de 1990 para receber o museu adequadamente.

Mas chega de aula de história, vamos ao que interessa, como foi nossa passagem por lá? Não planejamos nada. Também não sabíamos quais as exposições estariam disponíveis na época em que fomos, se tivéssemos apenas aquela arquitetura magnífica para admirar já estaríamos satisfeitas. É claro, tinha muito mais para ver, e se você nos acompanha faz algum tempo já deve saber, amamos nos perder por horas em um museu.

Além do acervo da casa, repleto daquelas obras nacionais que vimos muito em nossos livros de escola – e que são sempre mais emocionantes ao vivo – e da Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras (sim, pode tocar!). Haviam diversas exposições em cartaz. Aqui vai uma listinha rápida. Passamos pelas mostras Caio Reisewitz: Altamira, David Claerbout: KING e The pure necessity, Dora Longo Bahia: Os desastres da guerra e Daniel Acosta ROTORAMA – Sistema de Giroreciprocidade. Este último, uma plataforma redonda de madeira com cerca de nove metros de diâmetro que girava lentamente no Octógono da Pinacoteca, que além de relaxante parecia fazer parte da arquitetura do prédio – Sério, tornem isso permanente!

Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras Pinacoteca de São Paulo

Obra da Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras

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Vimos de tudo um pouco, pintura, escultura, gravura, história, instalações, fotografia, dos mais variados temas, artistas e épocas, e até os jardins do museu pelas suas varandas. Um programa completo, que vai ocupar algumas muito bem aproveitadas horas de seu dia. E não se preocupe pelo fato destas exposições não estarem mais por lá, como falei no início deste texto, o museu é muito ativo, e tem sempre coisas novas.

Os dois passeios ocuparam uma “longa manhã” tranquilamente. Já era meio da tarde quando partimos para comer alguma coisa no Mercado Municipal – veja como foi esse passeio aqui. Mas vale reforçar, deixamos o museu com gostinho de “quero mais” e planejamos voltar em breve.

Achou que não teria Roteiro Adaptado neste post? Achou errado! Apenas para não perder o hábito, a Pinacoteca foi um cenário bastante usado em A Lei do amor, confere só.

Esta sede, chamada de Pina_Luz tem lojinha e café, guarda volumes, banheiros adaptados inclusive para adultos com comprometimento neuromotor ou cadeirantes. Os ingressos custam apenas R$6. Não visitamos, mas existe também o Pina_Estação que fica a algumas quadras de distância e abriga a Biblioteca Walter Wey, o Centro de Documentação e Memória da instituição e recebe exposições temporárias de arte contemporânea. No momento, a entrada é gratuita.

Pinacoteca de São Paulo
Praça da Luz, 02 – Tel. 11 3324-1000 (Possui bicicletário e estacionamento gratuito)
http://pinacoteca.org.br/
Funcionamento: quarta a segunda, das 10h às 17h30 com permanência até as 18h.
Preço: R$6 (meia entrada para estudantes, menores de 6 anos e maiores de 60)
Como chegar
Pina_Luz e Parque da Luz – situados em frente à estação Luz do Metrô e da CPTM. A melhor opção para chegar é via trem ou metrô.
Pina_Estação – situado ao lado da Sala São Paulo, você pode descer na Estação Júlio Prestes da CPTM, ou caminhar por cerca de cinco minutos a partir da Estação da Luz.

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About Fabiane Bastos

Jornalista especializada em cultura, viciada em filmes, séries e livros não necessariamente nesta ordem. Adoraria poder visitar os mundos que só conhecemos pelas páginas e telas, ou chegar o mais próximo disso possível!